Apresentando o Zola

Por já ter trabalhado com gerenciadores de conteúdo como Drupal, Wordpress e até PHP Nuke --esse entrega a idade--, sei como é complicado manter atualizações de segurança e lidar com sistemas PHP complexos, cheios de plugins com códigos desconhecidos, que põem em risco a segurança e o desempenho de qualquer portal.

Isso me fez dar muito valor a sites estáticos, tanto que eu consegui convencer um cliente, usando dados do Google Analytics, a migrar de um portal movido a Wordpress para um site estático feito com Bootstrap. Na época, por volta de 2015, eu fiz o site manualmente, mas lembro de me perguntar frequentemente como seria se fosse um site maior.

Sites Estáticos

Pouco tempo depois, tive contato com o Hugo, um gerador de sites estáticos muito interessante, mas não tive oportunidade de colocá-lo em produção. Em 2018, no meu trabalho principal, iniciei junto com meu time a criação de um portal de documentação e cheguei a especular o uso do Hugo, mas acabei optando pelo Sphinx, principalmente por causa do tema Read the Docs --ainda vou comentar em detalhes como foi esse projeto.

Quem me conhece, sabe o quanto eu gosto e incentivo o uso de Python, que inclusive foi um dos motivos por eu ter optado pelo Sphinx. Só que alguns meses atrás eu tomei conhecimento da linguagem Rust e a coloquei no meu radar para aprender, principalmente por ser compilada e ter um forte apelo de segurança.

Zola

Quando eu resolvi criar este portal, no início de 2020, optei por usar o Zola, principalmente por ser escrito em Rust e prometer ser muito rápido. O Zola é um construtor de sites muito simples --possui apenas um executável--, mas também bastante poderoso. Pelas minhas pesquisas, ele é comparável ao famoso Hugo e vem até com um servidor para poder visualizar o site enquanto está sendo desenvolvido.

A curva de aprendizagem é mínima, principalmente por usar markdown, o que também facilita no versionamento, que pode ser feito com Git. Como o Bruno Rocha fez um tutorial muito bom sobre o assunto, acho que não preciso repetir aqui, mas o código-fonte deste site está publicado no meu perfil do GitHub, então pra ficar até mais fácil é só forkar lá e personalizar.

Como os temas são adicionados como submódulos Git, é necessário passar a flag recursive na clonagem:

$ git clone --recursive https://github.com/lopes/anchor

Outra vantagem dessa abordagem é a publicação, que pode fazer uso de ferramentas de deploy automático, facilitando bastante a vida. No meu caso, eu clono o repositório do GitHub, edito tudo no meu editor de textos, vejo como está ficando usando o próprio Zola, salvo, commito e quando faço o push, a nova versão é empurrada para a produção automagicamente.

Vamos em frente!